Sanctuary of Fátima Releases Information on Upcoming Canonization

The following was released by the Sanctuary of Fátima for the upcoming canonization of Blesseds Francisco & Jacinta.

 

Aproxima-se a Peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima

Com o aproximar da data da Peregrinação do Papa Francisco, a 12 e 13 de maio, começam a ser conhecidos, a pouco e pouco, pormenores das celebrações, como a Missa do dia 13 e o Rito de Canonização.
Outros pormenores dizem respeito a percursos e às alfaias litúrgicas que o Santo Padre vai usar na Missa.
Finalmente, são referidos os dados mais actualizados sobre os pedidos de acreditação de profissionais da Comunicação Social, Concelebrantes e Peregrinos com Necessidades Especiais.

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Papa celebra Missa em Português
Segunda Leitura e Oração dos Fiéis em línguas estrangeiras
Todas as alocuções e intervenções do Papa Francisco na Missa de 13 de maio em Fátima vão ser em Português, por opção do Santo Padre, que decidiu também ser ele, pessoalmente, a dar a Bênção aos Doentes.
Também será em português todo o Rito da Canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto.
O Papa Francisco paramenta-se, com vestes trazidas do Vaticano, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, depois de se ter recolhido em oração, em privado, junto dos túmulos de Francisco e de Jacinta Marto.
A procissão de entrada para a Missa inclui o andor com a imagem de Nossa Senhora, ornamentado, como sempre, pelo Santuário de Fátima e transportado por cadetes da Academia Militar, bem como as duas candeias com as relíquias de Francisco e Jacinta, transportados pela Postuladora da Causa da Canonização dos dois Pastorinhos, Irmâ Ângela Coelho, e pelo assessor da Postulação, Pedro Valinho, que serão ladeados de cerca de 20 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos.
O andor e as relíquias ficam colocadas à direita do altar. Sobre o altar, vão estar as alfaias litúrgicas a usar pelo Papa: cruz, cálice e cibório (píxide).
No novo Presbitério deverão estar cerca de 140 pessoas, entre as quais oito cardeais, 73 bispos e arcebispos, além dos membros leigos do séquito papal.
O Rito de Canonização começa logo após a saudação inicial da Missa, proferida pelo Papa.
A segunda Leitura será proclama por um leitor em língua espanhola.

A Oração dos Fiéis, como é tradição nas Peregrinações Internacionais Aniversárias, será rezada em seis línguas: português, italiano, inglês, francês, polaco e árabe.
Na oração em árabe, pede-se pelos migrantes, pelos pobres e pelos refugiados, “para que por intercessão de Maria, que conhece as suas dores, se sintam acolhidos por todos os que lhes oferecem dignidade e razões de espera”.
Para a Comunhão, o altar vai ter apenas, além do cálice e da píxide a usar pelo Papa, 25 cálices. Estão previstos 400 pontos de distribuição da Comunhão, dentro e fora do Recinto, sendo que as píxides com as partículas vão sair diretamente do andar inferior do novo altar.
Depois da Comunhão, a Custódia da Bênção dos Doentes é levada para o altar. O Papa deixa a cátedra de onde presidiu à Missa e faz um breve momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, dirigindo depois uma saudação aos doentes.
O Santo Padre, com a custódia nas mãos, dirige-se à zona destinada aos doentes, na colunata norte, e faz a Bênção com o Santíssimo Sacramento, cerimónia que quis fazer pessoalmente.
A custódia regressa ao altar e após um último momento de adoração, o Papa faz a Bênção de toda a Assembleia com o Santíssimo Sacramento.
No final da celebração eucarística, segue do altar a Procissão do Adeus e depois dirige-se, em Papamóvel, e pelo corredor central do Recinto, com saída pela rua Cónego Formigão, para a Casa de Nossa Senhora do Carmo, onde almoça com todos os bispos portugueses, último ato oficial da Peregrinação a Fátima.
O programa oficial do domingo inicia-se às 9h10, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, com um encontro com o Primeiro-Ministro, António Costa.
O trajeto entre a Casa de Nossa Senhora do Carmo e a Basílica será percorrido em viatura fechada, a única vez em que o Santo Padre não utiliza o Papamóvel nas deslocações na Cova da Iria.

Cerimónia de Canonização em Português, no início da Missa
D. António Marto pede a inclusão de Francisco e Jacinta no Álbum dos Santos

A cerimónia de canonização de Francisco e Jacinta Marto vai decorrer no início da Missa das 10h00 de 13 de maio no Santuário de Fátima, presidida pelo Papa Francisco, logo após o cântico de entrada e a saudação inicial, proferida pelo Santo Padre.
Os relicários em forma de candeias contendo as relíquias dos dois novos santos da Igreja Católica, uma madeixa de cabelo de Jacinta e um fragmento de osso da costela de Francisco, integram a procissão de entrada da Missa, sendo colocados no altar, junto da imagem de Nossa Senhora de Fátima.
O transporte das relíquias dos mais jovens santos não-mártires é feito pela Irmã Ângela Coelho, Postuladora da Causa da Canonização de Francisco e Jacinta, e por Pedro Valinho, assessor da Postulação e atual director do Serviço de Peregrinos do Santuário.
Segue-se a cerimónia de canonização dos dois Pastorinhos, a primeira realizada em Portugal, que vai decorrer em português.
Depois da saudação inicial do Papa, o coro entoa o cântico Veni Creator Spiritus, assinalando o começo da cerimónia de canonização.
O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, pede ao Papa que inscreva Francisco e Jacinta no Álbum dos Santos e faz uma breve apresentação da biografia dos dois novos santos.
O Santo Padre convida então a Assembleia dos Fiéis a cantar a ladainha dos santos.
No final, pronuncia, em português, a fórmula da canonização:
“Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, após ter longamente refletido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer dos nossos irmãos no episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Francisco e Jacinta Marto, inscrevemo-los no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos”.
No final, os presentes aclamam a proclamação com um cântico de júbilo, durante o qual um diácono vai incensar as duas relíquias.
Acompanhado pela Postuladora da Causa da Canonização de Francisco e Jacinta, o Bispo de Leiria, D. António Marto, agradece a proclamação e pede ao Papa que redija a Carta Apostólica relativa à canonização dos dois Pastorinhos.
O coro entoa o Glória, assinalando o fim da Cerimónia da Canonização e a continuação da Eucaristia.
No termo da Missa, as duas relíquias deixam o altar com o andor da imagem de Nossa Senhora de Fátima e seguem em cortejo até à Capelinha das Aparições, onde vão ficar expostas até ao final do dia 13 de maio.
Regressam depois à Casa das Candeias, onde se encontram habitualmente, uma vez que as relíquias mais importantes de Francisco e Jacinta, os seus corpos, estão à guarda do Santuário, nos túmulos colocados nos dois lados do transepto da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
A decisão do Papa Francisco de canonizar os dois Pastorinhos a 13 de maio não altera o programa definido para a Peregrinação do Papa a Fátima, apenas fazendo atrasar os restantes pontos da visita, nomeadamente o almoço do Santo Padre com os bispos portugueses, na Casa de Nossa Senhora do Carmo.

Simbologia dos relicários
Os relicários que guardam as relíquias de Francisco e Jacinta são em forma de candeia, recordando a missão que tão bem cumpriram: na simplicidade das suas vidas, oferecerem um reflexo da luz de Deus que rompe as trevas com um toque de esperança.
Isso mesmo foi dito por João Paulo II, quando disse que os dois videntes eram “as duas candeias que Deus acendeu para iluminar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas”.
As relíquias, uma madeixa de cabelo de Jacinta e um fragmento de osso da costela de Francisco, são consideradas de primeira classe, por terem sido extraídas do corpo dos dois videntes.
Normalmente as canonizações são realizadas com relíquias de primeira classe, como é o caso. As relíquias de segunda classe são objectos (roupas, óculos, utensílios, etc) que tenham pertencido aos santos, enquanto as de terceira classe são objectos que tenham tocado no corpo dos santos.
No início da Missa durante a qual vai decorrer a canonização de Francisco Jacinta, os dois relicários vão ser levados em procissão junto ao andor da Senhora do Rosário, até ao altar do Recinto.
Os relicários serão transportados sobre um véu branco que leva, ao centro, uma cruz feita de fragmentos da veste branca usada no batismo pelos que serão agora proclamados santos.

As alfaias litúrgicas a usar pelo Papa Francisco
Peças já existiam no Museu de Fátima

Na Missa de 13 de maio, presidida pelo Papa, vão ser usadas alfaias litúrgicas já existentes no Santuário de Fátima, não tendo sido encomendadas novas peças, segundo revelou o padre Joaquim Ganhão, responsável pela Liturgia na Visita do Papa.
Duas delas, a cruz e o cálice e cibório, já tinham sido usadas por Bento XVI, a 13 de maio de 2010.
A cruz, de bronze, de autor desconhecido, mas dos anos 50 do século passado, foi oferecida em 1959 ao Santuário por São Pio de Pietrelcina, mais conhecido por Padre Pio, em agradecimento pelo que considerou ter sido a intercessão de Nossa Senhora de Fátima na cura de uma grave doença que o tinha acometido. A imagem da Virgem Peregrina visitou a comunidade onde o Padre Pio se encontrava, doente, nos dias 5 e 6 de agosto desse ano.
Com uma grande base circular com três pés, a cruz mostra o símbolo dos Franciscanos Capuchinhos (uma cruz sobre dois braços cruzados e a inscrição “Paz et Bonum”). Apresenta ainda uma placa com a inscrição “Dono di padre Pio alla Madonna di Fatima portato da Radighieri Elisio R. R. Italia” (oferecida pelo padre Pio a Nossa Senhora de Fátima transportada por Radighieri Elisio R. R. Italia)
O cálice e o cibório ou píxide a usar pelo Santo Padre na Missa foram executados em 1967 e em 1970 por José Rosas, joalheiro do Porto.
O cálice, de ouro e esmalte, de 1967, foi uma oferta dos doentes de Portugal, que doaram mais de 7.000 objetos em ouro, além de jóias, para que fossem transformados nesta peça.
O cálice apresenta a base guarnecida com folhas relevadas e conta com vários espécimes gemológicos (pedras preciosas e pérolas) resultantes das peças de ourivesaria e joalharia ofertadas. A copa, que está ligada diretamente à base, é revestida com um trabalho de esmalte na cor verde.
“Simbolicamente, os doentes quiseram que a sua condição de debilidade se associasse à dor do Sangue derramado por Cristo na sua entrega pela humanidade”, refere a nota do Santuário.
A píxide foi mandada executar no mesmo joalheiro em 1970 pelo então reitor do Santuário, Pe. António Antunes Borges, para completar o conjunto de patena e cálice oferecido pelos doentes de Portugal.
A peça é feita a partir de jóias oferecidas a Nossa Senhora de Fátima, tendo a sua criação sido possibilitada pelo mecenato de uma benemérita.
A custódia para a bênção dos doentes, cerimónia que o Santo Padre quer realizar ele próprio, é uma estreia em celebrações com a presença de um Papa, mas tem sido utilizada nas Peregrinações Aniversárias.
Desenhada pela arquitecta Joana Delgado, consultora do Serviço de Ambiente e Construções do Santuário, a peça, em outro e prata, foi executada em 2011 na Casa Leitão & Irmão, os mesmos autores da Coroa da Imagem de Nossa Senhora que se encontra na Capelinha das Aparições.

A custódia é uma oferta do movimento eclesial Adoração Noturna Espanhola, para assinalar os 25 anos de peregrinações do movimento ao Santuário de Fátima.
A custódia tem base elíptica a suportar a haste onde se vê  um anjo, numa alusão à 3.ª Aparição do Anjo aos Pastorinhos de Fátima, no outono de 1916.
Dado que a peça tem grandes dimensões, para permitir ser vista de qualquer ponto do Recinto, a haste pode dividir-se em duas partes, para maior facilidade de utilização durante a bênção dos doentes e restantes peregrinos.
A parte superior da custódia é composta por sete elementos, que, à maneira de resplendor, citam a morfologia de ramos de uma árvore, aqui claramente associada à oliveira da paz, à azinheira das aparições ou ainda à árvore da vida.
Ao centro, a custódia apresenta o recetáculo para a exposição da hóstia. Este elemento é envolvido por moldura de ouro recortada com as folhas de oliveira, por onde trespassa uma ténue luz.
O Santo Padre preside a 12 e 13 de maio à primeira Peregrinação Internacional Aniversária do Centenário das Aparições, durante a qual procederá à canonização dos pastorinhos, os beatos Francisco e Jacinta Marto, que serão os mais jovens santos não-mártires da Igreja.
Francisco é o quarto Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (por três vezes, em 1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010).